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Eu sou Umbandista

Postado por Núcleo de Doutrina Umbandista Luz do Oriente sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Eu sou Umbandista... Mas o que é isso? O que é ser Umbandista?
· É não ter vergonha de dizer: 'Eu sou Umbandista'.
· É não ter vergonha de ser identificado como Umbandista.
· É se dar, acima de tudo a um trabalho espiritual.
· É saber que um terreiro, um centro, uma casa de Umbanda é um local espiritual e não a Religião de Umbanda em seu todo, mas todos os terreiros, centros e casas de Umbanda, representam a Religião de Umbanda.
· É saber respeitar para ser respeitado, é saber amar para ser amado, é saber ouvir para ser escutado, é saber dar um pouco de si para receber um pouco de Deus dentro de si.
· É saber que a Umbanda não faz milagres, quem os faz é Deus e quem os recebe os mereceu.
· É saber que uma casa de Umbanda não vende nem dá salvação, mas oferece ajuda aos que querem encontrar um caminho.
· É ter respeito por sua casa, por seu sacerdote e pela Religião de Umbanda como um todo: irmandade.
· É saber conversar com seu sacerdote e retirar suas dúvidas.
· É saber que nem sempre estamos preparados... Que são necessários sacrifícios, tempo e dedicação para o sacerdócio.
· É entrar em um terreiro sem ter hora para sair ou sair do terreiro após o último consulente ser atendido.
· É mesmo sem fumar e beber, dar liberdade aos meus guias para que eles utilizem esses materiais para ajudar ao próximo, confiando que me deixem sempre bem após as sessões.
· É me dar ao meu Orixá para que ele me possua com sua força e me deixe um pouco dessa força para que eu possa viver meu dia-a-dia, numa luta constante em benefício dos que precisam de auxílio espiritual.
· É sofrer por (não negar o que sou Umbandista), e ser o que sou com dignidade, com amor e dedicação.
· É ser chamado de atrasado, de sujo, de ignorante, conservador, alienígena, louco... E, ainda assim, amar minha religião e defendê-la com todo carinho e amor que ela merece.
· É ser ofendido físico, espiritual e moralmente, mas, mesmo assim, continuar amando minha Umbanda.
· É ser chamado de adorador do Diabo, de Satanás, de servo dos Encostos, e, mesmo assim, levantar a cabeça, sorrir e seguir em frente com dignidade.
· É ser Umbandista e pedindo sempre a Zambi para que eu nunca esteja Umbandista.
· É acreditar, mesmo nos piores momentos, com a pior das doenças, estando um caco espiritual e material, que os Orixás e os guias, mesmo que não possam nos tirar dessas situações, estarão ali, ao nosso lado, momento a momento nos dando força e coragem; ser Umbandista é, acima de tudo, acreditar nos Orixás e nos guias, pois eles representam a essência e a pureza de Deus.
· É dizer sim, onde os outros dizem não!
· É saber respeitar o que o outro faz como Umbanda, mesmo que seja diferente da nossa, mas sabendo que existe um propósito no que ambos estão fazendo.
· É vestir o branco sem vaidade.
· É alguém que você nunca viu te agradecer porque um dos seus guias a ajudou, e não ter orgulho.
· É colocar suas guias e sentir o peso de uma responsabilidade, onde muitos possam ver ostentação.
· É chorar, sorrir, andar, respirar e viver dentro de uma religião sem querer nada em troca.
· É ter vergonha de pedir aos Orixás por você, mas não ter vergonha de pedir pelos outros.
· É não ter vergonha de levar uma oferenda em uma praia ou mata, nem ter vergonha de exercer a nossa religiosidade diante dos outros.
· É estar sempre pronto para servir a espiritualidade, seja no terreiro, seja numa encruza, seja na calunga, seja no cemitério, seja na macaia, seja nos caminhos... Seja em qualquer lugar onde nosso trabalho seja necessário.
· É se alegrar por saber que a Umbanda é uma religião maravilhosa, mas também sofrer porque os Umbandistas ainda são tão preconceituosos uns com os outros.
· É ficar incorporado 5, 6 horas em cada uma das giras, sentindo seu corpo moído e ao mesmo tempo sentir a satisfação e o bem estar por mais um dia de trabalho.
· É sentir a força do zoar dos atabaques, sua vibração, sua importância, sua ação, sua força dentro de uma gira e no trabalho espiritual.
· É arriar a oferenda para o Orixá e receber seu Axé.
· É ver um consulente entrar no terreiro chorando e vê-lo mais tarde sair do terreiro sorrindo.
· É ter esperança que um dia, nós Umbandistas, acharemos a receita do respeito mútuo.
· É ser Umbandista mesmo que outros digam que o que você faz sua prática, sua fé, sua doutrina, seu acreditar, sua dedicação, seu suor, suas lágrimas e sacrifício, não sejam Umbanda.
· É saber que existe vaidade mesmo quando alguém diz que não têm vaidade: vaidade de não ter vaidade.
· É saber o que significa a Umbanda não para você, mas para todos.
· É saber que as palavras somente não bastam. Deve haver atitude junto com as palavras: falar e fazer, pensar e ser, ser e nunca estar...
· É saber que a Umbanda não vê cor, raça, status social, não vê poder econômico, não vê credo. Só vê ajuda, caridade, luta, justiça, cura, lágrimas, aflição, alívio, raiva, amor, mau e bom, mal e bem... Os problemas, as necessidades e a ajuda para solucionar os problemas de quem a procura.
· É saber que a Umbanda é livre; não tem dono, não tem Papa, mas está aí para ajudar e servir a todos que a procuram.
· É saber que você não escolheu a Umbanda, mas que a Umbanda escolheu você.
É amar com todas as forças essa Religião maravilhosa chamada Umbanda.

1 Responses to Eu sou Umbandista

  1. Eu me orgulho MUITO de ser amiga de alguém tão apaixonada pela religião que segue, mesmo não sendo a mesma que a minha.
    Aprendo todos os dias sobre o Umbandismo e, mesmo sendo católica, incluo diversos ensinamentos na minha vida!
    Façam isso vocês também! É o meu conselho, pois transformou minha vida...

     

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